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quarta-feira, 23 de abril de 2014

DMU

DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA E SURDOCEGUEIRA.




Segundo a Lei 7.853, de 24 de outubro de 1989 define-se como:
Deficiência múltipla a associação, no mesmo indivíduo, de duas ou mais deficiências primárias (intelectual / visual / auditiva / física), com comprometimentos que acarretam consequências no seu desenvolvimento global e na sua capacidade adaptativa.
Ainda segundo Orelove e Sobsey (2000) as pessoas com deficiência múltipla são indivíduos com comprometimentos acentuados no domínio cognitivo, associados a comprometimentos no domínio motor ou no domínio sensorial (visão ou audição) e que requerem apoio permanente, podendo ainda necessitar de cuidados de saúde específicos. A deficiência múltipla é uma condição que resulta de uma etiologia congênita ou adquirida.

“O termo deficiência múltipla tem sido utilizado, com frequência, para caracterizar o conjunto de duas ou mais deficiências associadas, de ordem física, sensorial, mental, emocional ou de comportamento social. No entanto, não é o somatório dessas alterações que caracterizam a múltipla deficiência, mas sim o nível de desenvolvimento, as possibilidades funcionais, de comunicação, interação social e de aprendizagem que determinam as necessidades educacionais dessas pessoas.” (MEC – 2006).


A surdocegueira é uma deficiência única e especial que requer métodos de comunicação especiais, ela pode ser adquirida quando a pessoa nasce ouvinte, vidente, surda ou cega e adquire por diferentes fatores, a surdocegueira, ou congênita, quem nasce com esta única deficiência como, por exemplo, pela rubéola adquirida na barriga da mãe.

Uma pessoa que tenha deficiências visuais e auditivas de um grau de tal importância, que esta dupla perda sensorial cause problemas de aprendizagem, de conduta e afete suas possibilidades de trabalho, é denominada surdocega”. OLSON, Stig, Surdocegueira. Apresentação na “A surdez: um mundo de encontro”, Santa Fé de Bogotá, 1995.

Necessidades físicas e médicas, necessidades emocionais (Afeto, Atenção, interação, relações sociais,) e necessidades educativas são algumas das necessidades mais comuns da pessoa com deficiência múltipla e também com surdocegueira.

Os símbolos tangíveis são uma ótima estratégia para a aquisição da comunicação, eles podem ser ou de três dimensões que são os objetos ou de duas dimensões, ou seja, as figuras.
Existem várias propriedades que tornam os símbolos tangíveis:

·         Eles carregam uma relação perceptiva clara com a referência,
·         Eles são permanentes, fazendo menos exigências para a memória do usuário do que são a fala e os sinais de libras, que exigem mais memória de recordação do usuário.
·         Eles são manipuláveis,
  • Eles podem ser indicados por meio de uma resposta motora simples como o toque, apontar, pegar ou um olhar, colocando pouca necessidade das habilidades motoras do usuário.
  • Símbolos tridimensionais podem ser úteis para pessoas sem visão, já que podem ser discriminados pelo tato.
  • Precisam somente ser reconhecidos a partir de um display permanente de símbolos, utilizando assim a memória de reconhecimento, uma habilidade cognitiva mais básica.
















                      Referências Bibliográficas:
·                     Soluções Tangíveis para Indivíduos com Deficiência Múltipla e ou com Surdocegueira.
                                   Charity Rowland e Philip Schweigert, Universidade de Ciências da Saúde de Oregon.

Comunicação para pessoas com surdocegueira.
    Título original: Comunicación para Persona Sordociegas. Autora: Ximena Serpa, Fonoaudióloga e Educadora de Pessoa com              Surdocegueira.

  Deficiência Múltipla Sensorial.  Vula Maria Ikonomidis
   A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar  - Surdocegueira e Deficiência      Múltipla.

segunda-feira, 17 de março de 2014

EDUCAÇÃO ESCOLAR DA PESSOA COM SURDEZ

  




A discussão que envolve o embate político entre gestualista e oralista já vem de longo tempo. Porém é bom lembrar que o ponto de partida para a educação de PS deve ser o seu potencial, e não deve ser baseado no uso de uma língua o que pode favorecer a segregação desses indivíduos tornando-os cada vez mais excluídos e ou minorizados.

Não devemos pensar no Surdo vivendo isoladamente em um mundo surdo ou a uma cultura surda, pois na verdade o que muitas vezes esquecemos é de que essas pessoas estão inseridas em um mundo ouvinte no qual o seu potencial, assim como nos ouvintes, deve e precisa ser estimulado, pois mais do que uma língua a PS precisa de ambientes educacionais estimuladores, de práticas diferenciadas. Pois o fracasso escolar dessas pessoas vai além do uso da língua, mas se dá principalmente devido as práticas pedagógicas inadequadas.

 O Decreto 5.626 de 5 de dezembro de 2005,  determina o direito de uma educação que garanta a formação da pessoa com surdez, em que a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, preferencialmente na sua modalidade escrita, constituam línguas de instrução, e que o acesso às duas línguas  ocorra de forma simultânea no ambiente escolar, colaborando para o desenvolvimento de todo o processo educativo.

Desta forma o Atendimento Educacional Especializado  para os alunos com  surdez deve ser desenvolvido em um ambiente bilíngüe, ou seja num ambiente em que se utilize a língua de sinais e a língua portuguesa, destacando assim três momentos didático-pedagógicos: O AEE em Libras, que deverá acontecer diariamente e nesse momento conhecimentos dos diferentes conteúdos curriculares serão explicados nessa língua, por um professor. O AEE de Libras este atendimento deve ser planejado a partir do diagnóstico do conhecimento que o aluno tem, nele ele terá aula de Libras o que irá favorecer o conhecimento e a aquisição de termos científicos e o AEE para o ensino da Língua Portuguesa nesse momento o professor irá trabalhar as especificidades dessa língua.

" A escola precisa oferecer condições para o estabelecimento de mediações simbólicas, considerando que a surdez que limita o individuo também possibilita e potencializa o seu desenvolvimento neorossensorial-perceptivo, o que o tornará capazes, produtivos e constituídos de consciência, pensamento e linguagem".


terça-feira, 26 de novembro de 2013


              


            AUDIODESCRIÇÃO- DEFICIENTE VISUAL




“A audiodescrição é o recurso que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual em cinema, teatro e programas de televisão. No Brasil, segundo dados do IBGE, existem aproximadamente 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual total e parcial, que encontram-se excluídos da experiência audiovisual e cênica.
A acessibilidade nos meios de comunicação é um tema que está em pauta no mundo todo. Os esforços neste sentido visam não apenas proporcionar o acesso a produtos culturais a uma parcela da população que se encontra excluída, como também estabelecer um novo patamar de igualdade baseado na valorização da diversidade”. http://audiodescricao.com.br








Vale a pena conferir esse cuta metragem com audiodescrição !


terça-feira, 15 de outubro de 2013

ATIVIDADES PARA ALUNOS COM DI









Blocos lógicos
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Blocos Lógicos são conjunto de pequenas peças geométricas divididas em quadrados, retângulos, triângulos e círculos e tem por finalidade auxiliar na aprendizagem de crianças na educação infantil e educação básica.

Podem ser confeccionados em madeira, plástico ou cartolina com diferentes tamanhos, espessura e cores. Podem ser adquiridas em estabelecimentos especializados em materiais pedagógicos.









São blocos que poderão ser grupados por atributos: forma, tamanho, espessura e cor. Assim, o aluno poderá agrupar as peças pelas cores: amarelas, azuis e vermelhas. Também poderá agrupá-las pelo tamanho: as maiores e as menores, ou seja, as grandes e as pequenas. Ainda poderá agrupá-las pelas formas: quadrados, triângulos, retângulos e círculos. E, finalmente, agrupá-las pela espessura: grossas e finas. Utilizando o quadro de dupla entrada, o aluno poderá classificar as peças atendendo uma solicitação. Por exemplo: círculo amarelo, quadrado vermelho; retângulo grosso, quadrado fino, etc.

Os blocos também poderão ser agrupados por tamanho, por exemplo, quadrados pequenos, retângulos grandes, etc.



sábado, 7 de setembro de 2013

TECNOLOGIA ASSISTIVA PARA ALUNO COM DEFICIÊNCIA FISÍCA

TECNOLOGIA ASSISTIVA

 Segundo Rita Bersch  ... “O serviço de tecnologia assistiva na escola tem por objetivo prover e orientar a utilização de recursos e/ou práticas que ampliem habilidades dos alunos com deficiência, favorecendo a participação nos desafios educacionais.”
Bersch ainda coloca que  ... “A tecnologia assistiva pode ser um recurso facilitador, um instrumento ou utensílio que especificamente contribui no desempenho nas tarefas necessárias e/ou desejadas e que fazem parte dos desafios do cotidiano escolar”.


TESOURA ADAPTADA OU TESOURA MOLA


Um recurso que pode ser usado na escola  é a tesoura adaptada, elas são para crianças com dificuldades de  preensão de tesoura, dificuldade de graduação de força, com problemas de coordenação motora e  lateralidade.

As habilidades para o  manuseio da tesoura  é de suma  importância, essa habilidade   afeta o desempenho da criança em vários momentos de sua vida e principalmente na escola.


A tesoura adaptada com arame revestido  é um recurso que exige o movimento de fechar
É uma ideia simples mas que faz muita diferença no dia a dia de uma criança com esse tipo de limitação.



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

ATRIBUIÇÕES DO PROFESSOR DE AEE

                                 
                         
                                 
                   
                                  O PROFESSOR DE AEE E SUAS ATRIBUIÇÕES


                               
   



   Dentre as várias funções do professor de AEE estão:
  “Identificar, elaborar produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos, de acessibilidade e estratégias, considerando as necessidades específicas dos alunos de forma a construir um plano de atuação para eliminá-las” (MEC/SEESP, 2009).
O professor de AEE é responsável pela inclusão de seus alunos no espaço escolar, claro isso não é de responsabilidade só dele, pois, para que isso aconteça efetivamente é necessária à colaboração de todo coletivo da escola, mas ele é o elo de ligação entre esses alunos e o ambiente escolar. Cabe ao professor de AEE ainda, verificar qual recurso pedagógico se faz necessário para que as barreiras que impedem o aluno atendido na SRM, sejam vencidas, trabalhar em parceria principalmente com os  professores desse aluno, buscar outras parcerias para melhor atendê-lo( assistente social, médicos, terapeutas etc.)
Outra função do professor de AEE é fazer o estudo de caso do aluno, público alvo da educação especial. Esse estudo de caso é de fundamental importância, pois, é através dele que o professor irá conhecer o seu aluno e suas especificidades, potencialidades e necessidades. Terá um contato maior com a família e com os problemas que os cercam, saberá quais são as dificuldades enfrentadas por ele, levantará todas as possibilidades, conhecerá a rotina desse aluno, para que a partir dessas informações possa elaborar o plano de Atendimento para esse aluno trabalhando com foco nas potencialidades para que desta forma as necessidades sejam atendidas e contempladas dentro do plano de AEE.
O plano de AEE se bem elaborado, irá contribuir para a aprendizagem e desenvolvimento do aluno, pois ele é individualizado sempre com o foco nas potencialidades e necessidades desse aluno, desta forma proporcionará um atendimento específico e de qualidade com erros e acertos, porém trabalhando sempre na perspectiva de mudanças, inovações e restruturação.
É no plano de AEE que o professor irá colocar todas as informações possíveis do trabalho que irá desenvolver com o aluno, tipos de atividades, tempo previsto de duração do plano, materiais e/ou recursos necessários para o desenvolvimento do atendimento na Sala Recurso.